domingo, janeiro 17, 2021

Governo lança Plano Decenal de Expansão de Energia 2029

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Rafael Arcurihttps://facebook.com/orafaelarcuri
Rafael trabalha na redação do Fala São João desde sua fundação em 2011. Nos anos seguintes, ele liderou o setor de marketing da empresa e publicou mais de 4.000 artigos — um mix de notícias de última hora, notícias policiais, notícias políticas e muito mais.
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PDE 2029 traz planejamento e projeção de investimentos nas áreas de energia, petróleo, gás e eletricidade.

O Ministério de Minas e Energia lançou, em fevereiro deste ano, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2029 (PDE 2029), documento elaborado anualmente pelo Governo Federal, que traz um planejamento indicativo para o Brasil nas áreas de energia, petróleo, gás, combustíveis e eletricidade. Segundo o documento, os investimentos no setor energético podem chegar a R$2,3 trilhões até 2029 e deste valor, 70% devem ser investidos no setor de petróleo e gás, 19,6% vão para a área de geração e transmissão de energia e 3% devem ser destinados ao aumento da oferta de biocombustíveis.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pela elaboração do documento, o PDE tem como principal objetivo indicar as perspectivas da expansão do setor de energia no horizonte de dez anos, dentro de uma visão integrada para os diversos energéticos. Tal visão permite extrair importantes elementos para o planejamento do setor de energia, com benefícios em termos de aumento de confiabilidade, redução de custos de produção e redução de impactos ambientais.

O doutor em planejamento de sistemas energéticos, Erick Menezes de Azevedo, explica que o documento é bastante amplo e traz análises bem fundamentadas, mas, como todo documento de projeção do futuro, é apenas uma estimativa. “Ele parte de premissas socioeconômicas, como PIB e população esperada para o futuro e com base na atual configuração de oferta e demanda de energia do país, projeta o que se espera para daqui a dez anos. Essa projeção leva em conta diversos fatores, tais como avanços tecnológicos, políticas setoriais e sustentabilidade”, destaca.

Segundo o especialista, o documento contém informações são uteis para empresas e profissionais do ramo de energia, mas a sociedade em geral também deve estar atenta. Por exemplo, para um cidadão que deseja fazer uma análise mais fundamentada para instalar um painel fotovoltaico em sua residência, ou até mesmo para quem tenha interesse em se aprofundar sobre os rumos da sustentabilidade no Brasil, o PDE serve como base de pesquisa e direcionamento para ações de médio e longo prazo.

Ainda de acordo com Azevedo, outro exercício interessante é analisar o que se esperava para o setor energético no Brasil em 2010 para o ano de 2019 e confrontar com a realidade atual e assim, verificar o que se espera para daqui 10 anos com base no PDE 2029. Um fator essencial levado em consideração é o Produto Interno Bruto (PIB), uma premissa que causa grande impacto na projeção da expansão da capacidade instalada de energia elétrica. “Em 2010 estávamos imersos em um grande ciclo mundial de crescimento econômico, a economia mundial crescendo muito e com o Brasil não era diferente. Dessa forma, era de se esperar uma projeção de PIB bem otimista para 2019 e foi exatamente o que aconteceu. A premissa de PIB utilizada em 2010 para 2019 foi de R$ 5 trilhões, chegamos em 2019 com bem menos, R$ 4,1 trilhões (base 2010). No PDE 2029 está previsto um crescimento de PIB de 33% para 10 anos e é provável que tal crescimento seja maior”, analisa.

Para o Azevedo, outro ponto a se destacar foi euforia causada pela expectativa da produção de petróleo e gás natural que seriam provenientes do pré-sal, lá em 2010. “Somente 60% da produção, tanto de petróleo quanto de gás natural, se confirmaram para aquilo que foi estimado para 2019. Então, grande parte dos insumos energéticos para esse grande PIB esperado para o Brasil em 2010 para 2019 estava fortemente apoiada no pré-sal. Atualmente, o Brasil está com uma visão mais realista para a produção de óleo e gás e com um PIB projetado para 2029 que provavelmente será superado”.

Sobre algumas projeções, o PDE 2029 afirma no que diz respeito às hidrelétricas, que o crescimento deverá ser pequeno nos próximos 10 anos, isso devido ao esgotamento de locais disponíveis para a construção de novas usinas. Já a tecnologia solar deve crescer até cinco vezes e as usinas eólicas devem triplicar, enquanto as termelétricas devem atingir um crescimento de 70% em 10 anos. “Em uma breve análise é de se esperar que sejam necessárias mais usinas de geração de energia elétrica do que o previsto no PDE 2029. Pela tendência atual essa necessidade de mais geração deverá ser proveniente, principalmente, de duas fontes, da própria sociedade, através de geração fotovoltaica, e também proveniente de investimentos em grandes usinas eólicas no mar,” finaliza Azevedo.

Quem quiser, pode acessar o PDE 2029 na íntegra clicando aqui

Foto: Instalação de usinas eólicas no mar devem crescer nos próximos anos. 

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