Doutor Chaves é condenado pela justiça após subtrair pomadas do Pronto Socorro

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Justiça condena vereador por peculato após subtrair pomadas do Pronto Socorro.

A Promotoria de Justiça de São João da Boa Vista encaminhou oficio à Câmara Municipal, na sessão da última segunda-feira (27), que informa a condenação judicial do vereador Leonildes Chaves (PHS) por peculato depois dele ter, segundo a denúncia, utilizado de cargo público para subtrair dois tubos de Nebacetin da farmácia do antigo Pronto Socorro Municipal em agosto de 2014.

A decisão sobre o caso foi sentenciada pela juíza Elani Cristina Mendes Marun em junho deste ano. A magistrada imputou ao edil a pena de dois anos de reclusão, em regime aberto, e substituiu a pena privativa de liberdade por dez dias-multa, no valor de meio salário mínimo federal, além da prestação de serviços à comunidade, na forma a ser definida pelo juízo da execução.

NA CÂMARA
O ofício de número 181/2018 chegou à Câmara na última sessão e no momento em que a 1ª Secretária, Professora Can (DEM), comunicava a entrada do documento no Legislativo sanjoanense, o vereador José Eduardo dos Reis (PSB) pediu para que o mesmo fosse lido para todo o plenário.
Can então destacou os principais pontos da decisão elencados por José Eduardo e tornou pública a decisão da juíza Elani Cristina Mendes Marun.

O CASO
A sentença foi enviada à Câmara Municipal pelo promotor Nelson de Barros O’Reilly Filho.

A decisão descreve que, no dia 31 de agosto de 2014, por volta das 10h, o vereador Leonildes Chaves entrou no Pronto Socorro de São João da Boa Vista (atual ambulatório do UniFAE) e subtraiu dois tubos de pomada Nebacetin.

Ainda na decisão, a juíza aponta que “apesar de ser vereador e ter o dever de dar exemplo com suas atitudes e conduta, o réu [Chaves] acabou subtraindo medicamento do Pronto Socorro Municipal [sem ter a menor necessidade de fazê-lo], em detrimento dos pacientes daquela unidade de saúde e da moralidade administrativa, havendo indícios, ainda, de que a pomada teria sido destinada aos cachorros do acusado”.

Em depoimento durante as investigações, Chaves disse não ter entrado em momento algum na farmácia do Pronto Socorro e destacou que as pomadas foram retiradas com receita médica para serem utilizadas pela sogra dele, que estaria com lesões na pele, sendo prescrito a ela o uso de Nebacetin.

Fonte: Franco Junior

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